domingo, 13 de setembro de 2015

As 15 melhores cidades do Paraná para se viver

Crédito: Arquivo Gazeta do Povo.

Dando continuidade às nossas listas das melhores cidades para se viver em cada estado brasileiro, chegamos ao Paraná. Para a construção da lista foram usados dados oficiais do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). A metodologia do índice foi adaptada do IDH Global pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Fundação João Pinheiro.
De acordo com o IDH, o Paraná ocupa o quinto lugar no ranking dos melhores estados para se viver. Para chegar a esse resultado são levados em conta basicamente os três seguintes itens: vida longa e saudável (longevidade), acesso ao conhecimento (educação) e padrão de vida (renda). Confira quais são as 15 melhores cidades para se viver no Paraná.

1.º Curitiba
Crédito: Antônio More/Gazeta do Povo
Crédito: Antônio More/Gazeta do Povo
Com uma faixa de desenvolvimento humano muito alto (quando a localidade é avaliada acima de 0,800), Curitiba alcança o IDHM de 0,823, com o índice de longevidade puxando a média para cima. Isso porque a taxa de mortalidade passou de 21,2 por mil nascidos vivos, em 2000, para 11,9, em 2010. Outro índice, a esperança de vida ao nascer, cresceu 3,6 anos na última década. No que diz respeito à escolaridade, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola chega a 94,44%. A renda per capita média de Curitiba cresceu 79,99% nas últimas duas décadas, passando de R$ 878,39, em 1991, para R$ 1.225,28, em 2000, e para R$ 1.581,04, em 2010. Isso equivale a uma taxa média anual de crescimento nesse período de 3,14%.

2.º Maringá
Crédito: Arquivo Gazeta do Povo.
Crédito: Arquivo Gazeta do Povo.
Com mais de 357 mil habitantes, Maringá tem apenas 55 anos, mas excelentes números para apresentar. Seu IDHM de 0,808 tem uma taxa de crescimento de 9,19% (passou de 0,740 em 2000 para 0,808 em 2010). A expectativa de vida ultrapassa os 73 anos. No que diz respeito à renda, a proporção de pessoas pobres, ou seja, com renda domiciliar per capita inferior a R$ 140 (a preços de agosto de 2010), passou de 9,24%, em 1991, para 5,39%, em 2000, e para 1,39%, em 2010.

3.º Quatro Pontes
Crédito: Hugo Harada/Gazeta do Povo.
Crédito: Hugo Harada/Gazeta do Povo.
Com apenas 3.803 habitantes e 23 anos de fundação, Quatro Pontes, cidade próxima a Toledo, ocupa a 62.ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o IDHM. No município, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola chega a 100%. O mesmo índice é apresentado com as crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental. A renda per capita média de Quatro Pontes cresceu 280,10% nas últimas duas décadas, passando de R$ 287,67, em 1991, para R$ 580,73, em 2000, e para R$ 1.093,43, em 2010. 90% da população tem ascendência alemã, e o povo de Quatro Pontes é conhecido por ser trabalhador, ligado às origens e apreciador de festas.

4.º Cascavel
Crédito: Wikimedia Commons
Crédito: Wikimedia Commons
Localizada no oeste do Paraná, o IDHM de Cascavel passou de 0,692 em 2000 para 0,782 em 2010 – uma taxa de crescimento de 13,01%. A renda per capita média de Cascavel cresceu 92,18% nas últimas duas décadas, passando de R$ 522,11, em 1991, para R$ 695,48, em 2000, e para R$ 1.003,38, em 2010. Já a proporção de pessoas pobres, ou seja, com renda domiciliar per capita inferior a R$ 140 (a preços de agosto de 2010), passou de 22,00%, em 1991, para 14,17%, em 2000, e para 3,27%, em 2010. Em Cascavel 98% dos domicílios possuem água encanada e 99,75% contam com energia elétrica.

5.º Pato Branco
Crédito: Prefeitura Municipal de Pato Branco.
Crédito: Prefeitura Municipal de Pato Branco.
De 1991 a 2010, o IDHM do município passou de 0,560, em 1991, para 0,782, em 2010, enquanto o IDHM da Unidade Federativa (UF) passou de 0,493 para 0,727. Isso implica uma taxa de crescimento de 39,64%. Entre 2000 e 2010, a taxa de atividade da população de 18 anos ou mais (ou seja, o percentual dessa população que era economicamente ativa) passou de 69,18% para 72,16%. Ao mesmo tempo, sua taxa de desocupação (o porcentual da população economicamente ativa que estava desocupada) passou de 8,98% em 2000 para 2,93% em 2010. O município tem mais de 75 cursos superiores, é polo regional no setor de comércio, serviços e agronegócios, com destaque na área industrial, principalmente nos ramos metal-mecânico, tecnológico e moveleiro. Com mais de 35 indústrias de softwares, de aparelhos e componentes eletrônicos, Pato Branco tem um parque tecnológico instalado e reconhecido no Brasil.

6.º Londrina
Crédito: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.
Crédito: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.
Em Londrina a dimensão que mais contribui para o IDHM do município (0,778) é Longevidade, com índice de 0,837, seguida de Renda, com índice de 0,789, e de Educação, com índice de 0,712. A cidade, hoje com mais de 506 mil habitantes, é a segunda mais populosa do Paraná. O PIB de Londrina no ano de 2012, segundo o IBGE, foi de R$ 12,826 bilhões, o que a colocava no 45.° lugar no ranking das 100 maiores cidades brasileiras e em quarto lugar na comparação com as demais cidades paranaenses, usando como referência este índice econômico. A mortalidade infantil (mortalidade de crianças com menos de um ano de idade) no município passou de 21,2 por mil nascidos vivos, em 2000, para 11,7, em 2010. Já a expectativa de vida chega a 75,2 anos.

7.º Francisco Beltrão
Crédito: Wikimedia Commons.
Crédito: Wikimedia Commons.
Com quase 79 mil habitantes, Francisco Beltrão tem IDHM de 0,774 e excelentes números na área de educação. A proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola é de 97,94%, e de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental é de 91,73%. A proporção de jovens de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo é de 71,06%. A renda per capita média de Francisco Beltrão cresceu 138,63% nas últimas duas décadas, passando de R$ 375,21, em 1991, para R$ 608,79, em 2000, e para R$ 895,36, em 2010. Isso equivale a uma taxa média anual de crescimento nesse período de 4,68%. A proporção de pessoas pobres, ou seja, com renda domiciliar per capita inferior a R$ 140 (a preços de agosto de 2010), passou de 35,17%, em 1991, para 17,15%, em 2000, e para 4,38%, em 2010.

8.º Marechal Cândido Rondon
Crédito: Henry Mileo/Gazeta do Povo
Crédito: Henry Mileo/Gazeta do Povo
A cidade no oeste paranaense tem uma expectativa de vida de 75,5 anos, uma das mais altas do estado do Paraná. Em apenas 10 anos o IDHM passou de 0,569 em 1991 para 0,774 em 2010 – uma taxa de crescimento de 36,03%. Entre 2000 e 2010, a taxa de atividade da população de 18 anos ou mais (ou seja, o porcentual dessa população que era economicamente ativa) passou de 76,07% para 74,96%. Ao mesmo tempo, sua taxa de desocupação (ou seja, o porcentual da população economicamente ativa que estava desocupada) passou de 6,17% em 2000 para 2,81% em 2010.

9.º Palotina
Crédito: Divulgação.
Crédito: Divulgação.
A nona colocada Palotina ocupa a 249.ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o IDHM. No município, que hoje tem o IDH de 0,768, a dimensão cujo índice mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,315), seguida por Longevidade e por Renda. A proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola é de 91,58%. Entre 1991 e 2010, essa proporção aumentou, respectivamente, em 53,95 pontos percentuais.

10.º Toledo
Crédito: Pedro Serápio/Gazeta do Povo.
Crédito: Pedro Serápio/Gazeta do Povo.
Continuando no oeste do Paraná está Toledo na 10.ª posição. O IDHM do município passou de 0,694 em 2000 para 0,768 em 2010 – uma taxa de crescimento de 10,66%. Nesse período, a dimensão cujo índice mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,102), seguida por Renda e por Longevidade. Um índice que ilustra bem esse crescimento é o dos jovens adultos de 18 a 24 anos cursando ensino superior. Em 2010 a porcentagem chegou a 23,57%, enquanto em 2000 eram 13,36% e, em 1991, 3,96%. Toledo possui seis campi de cinco instituições, das quais duas públicas, uma federal tecnológica e outra estadual multicampi, além de quatro extensões com 40 cursos de graduação, diversos de pós-graduação e Mestrado e 8 mil acadêmicos. O município tem ainda um dos mais baixos índices de criminalidade do estado; é conhecido e elogiado pela inexistência de menores de rua, devido aos programas sociais que tornam nula a criminalidade infantil.

11.º Dois Vizinhos
Crédito: Henry Milleo/Gazeta do Povo.
Crédito: Henry Milleo/Gazeta do Povo.
Com pouco mais de 36 mil habitantes, Dois Vizinhos tem IDH de 0,767 e se destaca economicamente nos setores de agricultura, avicultura, suinocultura, indústria e comércio. Entre 2000 e 2010, a taxa de atividade da população de 18 anos ou mais (ou seja, o porcentual dessa população que era economicamente ativa) passou de 73,25% para 77,01%. Ao mesmo tempo, sua taxa de desocupação (ou seja, o porcentual da população economicamente ativa que estava desocupada) passou de 9,23% em 2000 para 3,58% em 2010.

12.º Ivatuba
Crédito: Prefeitura de Ivatuba.
Crédito: Prefeitura de Ivatuba.
Ivatuba tem pouco mais de 3 mil habitantes e alcançou um IDH de 0,766, o que a coloca na 12.ª posição no Paraná e na 274.ª entre os 5.565 municípios brasileiros. Entre 1991 e 2010 a dimensão cujo índice mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,348), seguida por Longevidade e por Renda. Ivatuba foi ainda a única cidade fora de São Paulo a entrar na lista dos dez melhores municípios do país em educação. Teve a primeira colocação do Paraná no ensino fundamental, segundo resultado divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2007. Em todo o país, só dez cidades conseguiram média acima de 6, comparável à dos países desenvolvidos.

13.º Ponta Grossa
Crédito: Wikimedia Commons.
Crédito: Wikimedia Commons.
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) de Ponta Grossa é 0,763. A dimensão que mais contribui para o IDHM do município é Longevidade, com índice de 0,837, seguida de Renda, com índice de 0,755, e de Educação, com índice de 0,703. A cidade tem suas raízes no tropeirismo, na pluralidade étnica e nos caminhos da estrada de ferro, símbolos históricos e marcos referenciais ainda presentes no cenário urbano. Integrante da Rota dos Tropeiros, Ponta Grossa congrega um complexo de atrativos naturais, históricos e culturais que proporcionam a seus visitantes oportunidades múltiplas de lazer, cultura e turismo. O contraste do antigo com o moderno, a imensidão e a beleza de sua natureza e as manifestações culturais são fatores decisivos no reconhecimento da cidade como polo turístico e cultural do Brasil.

14.º Paranavaí
Crédito: Prefeitura de Paranavaí.
Crédito: Prefeitura de Paranavaí.
Com IDHM de 0,763, Paranavaí tem mais de 81 mil habitantes e excelentes índices de educação. A proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola é de 96,56%, em 2010. No mesmo ano, a proporção de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental chegou a 90,43%. Entre 1991 e 2010, essas proporções aumentaram, respectivamente, em 52,70 e 26,18 pontos porcentuais. A mortalidade infantil (mortalidade de crianças com menos de um ano de idade) no município passou de 20,4 por mil nascidos vivos, em 2000, para 11,9 por mil nascidos vivos, em 2010. Em 1991, essa taxa era de 28,5.

15.º Medianeira
Crédito: Divulgação UTFPr.
Crédito: Divulgação UTFPr.
Com quase 42 mil habitantes, Medianeira alcançou um índice de 0,763 (mesmo número de Ponta Grossa e Paranavaí). De 1991 a 2010, o IDHM do município passou de 0,545, em 1991, para 0,763, em 2010, enquanto o IDHM da Unidade Federativa (UF) passou de 0,493 para 0,727. Isso implica uma taxa de crescimento de 40% para o município. A dimensão cujo índice mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,341), seguida por Renda e por Longevidade. A proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola é de 98,64%, um dos índices mais altos do estado.
 Fonte-http://www.semprefamilia.com.br/as-15-melhores-cidades-do-parana-para-se-viver/

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