sexta-feira, 25 de julho de 2014

Triumph traz ao Brasil Triumph Thunderbird Commander




O mercado brasileiro de motocicletas apronta uma surpresa atrás da outra para a Triumph. A fabricante inglesa chegou no final de 2012 com a ideia de comercializar 2 mil unidades no ano seguinte. Vendeu 2.500. Levantou uma planta em Manaus com a ideia de emplacar em 2014 algo em torno de 3.500 unidades – 40% de crescimento sobre o ano anterior.



Vai ser obrigada, no entanto, a rever esta projeção, pois tudo indica que vai passar das 4 mil unidades – número que torna o Brasil o 5º maior mercado da Triumph no planeta. Para uma fabricante que vende no mundo inteiro 50 mil motocicletas por ano, é um desempenho bastante encorajador. Tanto que a marca decidiu ampliar ainda mais o line-up com a importação da versão Commander, a mais luxuosa da cruiser Thunderbird – que já é vendida na configuração Storm.
A Commander chega às 12 concessionárias da marca por exatos R$ 53.990, ou R$ 4 mil a mais que a versão Storm. As diferenças mais marcantes entre os modelos são visuais. A Commander ganha uma série de cromados para assumir um aspecto mais luxuoso. Os faróis duplos, clássicos da marca, agora ficam instalados sobre um painel frontal metálico. O guidão é maior e bem curvado para cima. Os pneus dianteiros são mais largos, o que ajuda a dar imponência ao modelo. E o banco do piloto, em viscoelástico, é maior e mais confortável. Ele conta com um pequeno apoio lombar, que ajuda nas viagens mais longas.

Por causa desse aumento no tamanho do banco, a Triumph acabou promovendo as mudanças mais significativas na parte de engenharia do modelo. A começar pelo chassi tubular, que foi rebaixado na região sob o piloto para que uma espuma mais volumosa fosse utilizada. O conforto do condutor aumentou, mas a alteração roubou um pouco da potência do motor. Com a redução da altura do assento, a caixa de ar teve de ser reduzida. Menos ar significa menor quantidade de oxigênio na câmara de combustão e, consequentemente, menor potência.
O número caiu de 98 para 93,8 cv. O torque também encolheu: passou de 16,1 para 15,4 kgfm. Essa queda, no entanto, só faz efeito no regime máximo, pois de resto a dinâmica do propulsor se mantém exatamente a mesma da configuração da Storm. Trata-se de um dois cilindros paralelos e refrigeração líquida. Ele tem exatos 1.699 cm³, é gerenciado por um câmbio de seis marchas e tem transmissão final em correia dentada.
Esta configuração não é a mais clássica entre as motocicletas cruiser, que geralmente utilizam motores em “V” – até para otimizar a refrigeração a ar, também mais utilizada. Mas a ideia da Triumph é mesmo apimentar o nicho com tecnologia, conforto e ciclística mais aprimorada – tradicionalmente, os pontos mais fracos dos modelos no segmento. 


Não é por acaso a escolha de reforçar o nicho onde a marca inglesa já traz, além da Storm, a  gigante Rocket III, com seu motor de 2.3 litros. A Harley-Davidson, marca-símbolo das cruiser, tem obtido um resultado para lá de impressionante, com cerca de 8 mil vendas em 2013. A Triumph, obviamente, quer um naco desse suculento mercado.
Primeiras impressões
Primeira classe
Campinas/São Paulo – Enquanto nas motos “normais” o piloto monta, numa verdadeira cruiser ele se senta quase como em uma espreguiçadeira. Essa posição mais relaxada tem bons e maus efeitos colaterais. A dirigibilidade perde em agilidade e precisão – ainda mais em terrenos acidentados –, mas o conforto tem ganhos consideráveis, principalmente em estradas bem asfaltadas. A Triumph, porém, não se conformou com esta equação e elevou a um nível bem alto tanto o conforto quanto a ciclística da Thunderbird Commander. Até mesmo na hora de encarar as curvas, a motocicleta se mostra mais à vontade do que as cruiser costumam ficar.


Ficha Técnica
Triumph Thunderbird Commander
Motor: A gasolina, longitudinal, quatro tempos, 1.699 cm³, bicilíndrico com 270º de intervalo de ignição, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote e refrigeração líquida. Injeção eletrônica multiponto sequencial.
Câmbio: Manual de seis marchas com transmissão por correia dentada.
Potência máxima: 93,8 cv a 5.400 rpm.
Torque máximo: 15,4 kgfm a 3.500 rpm.
Diâmetro e curso: 107,1 mm X 94,3 mm.
Taxa de compressão: 8,7:1.
Suspensão: Dianteira com garfos Showa de 47 mm e curso de 120 mm. Traseira com amortecedores duplos com molas Showa com cinco posições de ajuste de pré-carga e curso de 109 mm.
Pneus: 140/75 R17 na frente e 200/50 R17 atrás.
Freios: Discos duplos flutuantes de 310 mm com pinças fixas na frente e disco simples fixo de 310 mm com pinças flutuantes atrás. Oferece ABS de série.
Dimensões: 2,44 metros de comprimento, 1,23 m de altura, 0,99 m de largura, 1,67 m de distância entre-eixos e 0,70 m de altura do assento.
Peso: 348 kg.
Tanque do combustível: 21,7 litros.
Produção: Hinckley, Inglaterra.
Preço: R$ 53.990.

 por Eduardo Rocha
Auto Press

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