sábado, 2 de março de 2013

Fruta Ameixa




Ameixeira, ameixoeira ou ameixieira são os nomes por que são conhecidas algumas espécies de árvore de fruto do subgénero Prunus, incluso no género Prunus da família botânica Rosaceae (a que pertencem também a cerejeira e o pessegueiro). A ameixeira-da-baía é, contudo, do género Ximenia. O seu fruto é a ameixa.


A espécie japonesa (Prunus serrulata), apesar do seu nome, teve a sua origem provável na China. A Prunus domestica, ou ameixeira-europeia teve origem na Ásia Menor, a sul do Cáucaso.

É um fruto redondo com uma espécie de bico, doce e de epicarpo fino. Existem muitas variedades consoante o seu tamanho, cor, sabor e estação do ano em que se desenvolvem. Têm entre 3–6 cm de largura.

Em 1864, já eram cultivadas 150 espécies diferentes


Espécies

O subgénero Prunus (Prunus) divide-se em três seções:



  • Sect. Prunus (Ameixas do Velho Mundo). Folhas no broto enroladas para dentro; 1 a 3 flores juntas; fruto macio, frequentemente ceroso.
  • P. cerasifera
  • P. cocomilia
  • P. consociiflora
  • P. domestica (espécie da maioria das "ameixas" vendidas como tal)
  • P. insititia (ameixa-de-damasco)
  • P. simonii
  • P. spinosa (abrunho)
  • abrunho
  • Sect. Prunocerasus (Ameixas do Novo Mundo). Folhas no broto dobradas para dentro; 3 a 5 flores juntas; frutos macios, frequentemente cerosos.
    • P. alleghaniensis
    • P. americana
    • P. angustifolia
    • P. hortulana
    • P. maritima
    • P. mexicana
    • P. nigra
    • P. orthosepala
    • P. subcordata
    • Ameixa angustifolia
  • Sect. Armeniaca (damascos). Folhas no broto enroladas para dentro; flores com pedúnculo muito curto; frutos aveludados. Tratado como um subgénero separado por alguns autores.
    • P. armeniaca (damasco)
    • P. brigantina
    • P. mume
    • P. sibirica
Damasco

  


Fruto

A ameixa é o fruto comestível da ameixeira. A ameixa autêntica (Prunus domestica) tem diversos nomes, que variam de acordo com o local onde ela é cultivada.



O abrunho (Prunus insititia), também chamado de abrunho grande, abrunho de enxertar, difere da ameixa autêntica sobretudo pelo fruto, esférico e de cor violeta escura, com o caroço chato, em vez de pontiagudo, como na verdadeira ameixa.

As ameixas são também um alimento culinário, e podem ser usadas para conserva, geleia e doces.

Uso medicinal

Graças ao seu conteúdo em fibra (especialmente pectina), carboidratos, magnésio, sódio e potássio, a ameixa é laxativa, recomendando-se contra a prisão de ventre obstinada.

Médicos afirmam que a ameixa fresca é um magnífico agente terapêutico contra as enfermidades causadas pelos ácidos e associadas às hiperlipidemias, principalmente pelo ácido úrico, tais como o reumatismo, a artrite, a gota; a arteriosclerose, a nefrite etc; ácidos e/ou gorduras originados por uma alimentação excessiva, à base de proteínas, gorduras saturadas e colesterol.

A ameixa fresca é indicada contra as hemorróidas e a hipocondria.Diurética como é, recomenda-se contra as afecções de caráter inflamatório das vias urinarias.

É, ainda, "desobstruente" do fígado, "depurativa" do sangue e "desintoxicante" do aparelho digestivo, pelo que se emprega com êxito nas afecções febris do estômago e do intestino.
No tratamento das afecções das vias respiratórias (anginas, catarros etc.)

Valor Alimentício

A ameixa, consumida ao natural, fresca, seca ou demolhada, é um alimento saboroso e saudável. É também muito apreciada em compotas, geléias, sopas, purês, ou em mistura com figos secos, passas de uvas ou nozes raladas. Por suas propriedades laxativas, convém aos intestinos preguiçosos. Mesmo crianças pequenas podem beneficiar-se da "água da ameixa" em caso de prisão de ventre.

Geleia de ameixa

A ameixa, conforme a variedade, apresenta algumas diferenças de valor nutricional. Por exemplo, a ameixa-vermelha é rica em provitamina A, ao passo que as outras variedades são relativamente pobres. A ameixa-amarela é, por sua vez, mais doce e energética, além de conter um pouco mais de proteína. A ameixa-preta apresenta elevada atividade aquosa, sendo a mais apropriada para o tratamento das afecções urinárias.

Fontes

  • Lorenzi, H.; Bacher, L.; Lacerda, M. e Sartori, S., Frutas brasileiras e exóticas cultivadas - (de consumo in natura). Instituto Plantarum, 2006.
  • SCHNEIDER, Dr. Ernst.: 'A cura e a saúde pelos alimentos. Casa Publicadora Brasileira, 1984.

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