sábado, 25 de agosto de 2012

Bebida - Origem do Vinho



O vinho é uma bebida alcoólica feita através da fermentação do sumo da uva. Para especialistas, o bebida surgiu por acaso, talvez por um pouco de uvas amassadas e esquecidas em um recipiente, que após um tempo, sofreu o efeito da fermentação.

Basicamente, existem dois tipos de vinhos: branco e tinto. A diferenciação está nas frutas escolhidas para se obter a bebida e no processo utilizado. Na fabricação do vinho tinto, são utilizadas uvas pretas ou tintas e é necessário o contato do sumo com a casca da uva para atribuir cor e sabor à bebida.

Já na fabricação do vinho branco, são utilizadas uvas brancas ou tintas, só que nesse caso, a casca da uva não pode entrar em contato com a bebida.


O vinho possui uma grande importância religiosa . Um exemplo disso é o grande valor simbólico da bebida no Cristianismo, já que na Santa Ceia, o vinho representava o sangue de Cristo.

Além de ser uma bebida agradável, o vinho também é ótimo para a saúde. Pesquisas recentes afirmam que beber de um a dois cálices de vinho por dia reduz o risco de doenças cardíacas, causadoras do infarto, além de outras enfermidades.

 Isso se deve ao fato de que no vinho, há a presença de polifenóis que possuem propriedades antioxidantes, diminuindo a atuação dos radicais livres que estão ligados a várias doenças, como câncer, estresse, envelhecimento, etc.

História
As evidências arqueológicas sugerem que a mais antiga produção de vinho teve lugar em vários locais da Geórgia, Irão e China entre 6 000 e 5 000 a.C..
As evidências arqueológicas tornam-se mais claras, e apontam para a domesticação da videira, em sítios do Oriente Próximo, Suméria e Egipto, no início da Idade do Bronze, desde aproximadamente 3 000 a.C..
As mais antigas evidências sugerindo a produção de vinho na Europa, e entre as mais antigas do mundo, são originárias de sítios arqueológicos na Grécia, datados de 6 500 a.C..

De facto, várias fontes gregas, bem como Plínio o Velho, descrevem como os antigos gregos utilizavam gesso parcialmente desidratado antes da fermentação e um tipo de cal após aquela com o propósito de diminuir a acidez. O escritor grego Teofrasto é a mais antiga fonte conhecida a descrever esta prática de vinificação entre os antigos gregos.
No Antigo Egipto o vinho tornou-se parte da história registada, desempenhando um papel importante na vida cerimonial. O vinho teria sido introduzido no Egipto pelos gregos. São também conhecidos vestígios de vinho na China, datados do segundo e primeiro milénios a.C..
O vinho era comum na Grécia e Roma clássicas.Os antigos gregos introduziram o cultivo de videiras, como a Vitis vinifera, nas suas numerosas colónias na Itália, Sicília, França meridional, e Península Ibérica. 

Dioniso era o deus grego do vinho e da diversão, e o vinho era frequentemente mencionado nos escritos de Homero e Esopo. Muitas das principais regiões vinhateiras da Europa Ocidental actual foram estabelecidas pelos romanos.
A tecnologia de fabrico do vinho melhorou consideravelmente durante o tempo do Império Romano. Eram já então conhecidas muitas variedades de uvas e de técnicas de cultivo, e foram criados os barris para a armazenagem e transporte do vinho.
Desde o tempo dos romanos, pensava-se que o vinho (eventualmente misturado com ervas e minerais) tivesse também propriedades medicinais. Nesses tempos, não era invulgar dissolverem-se pérolas no vinho para conseguir mais saúde.

Cleópatra criou a sua própria lenda ao prometer a Marco António que ela beberia o valor de uma província numa taça de vinho, após o que bebeu uma valiosa pérola com uma taça de vinho.

Durante a Idade Média, a Igreja Cristã era uma firme apoiante do vinho, o qual era necessário para a celebração da missa católica. Em locais como a Alemanha, a cerveja foi banida e considerada pagã e bárbara, enquanto que o consumo de vinho era visto como civilizado e como sinal de conversão. 

O vinho era proibido pelo Islão, mas após os primeiros avanços de Geber e outros químicos muçulmanos sobre a destilação do vinho, este passou a ter outros usos, incluindo cosméticos e medicinais.

De facto, o cientista e filósofo persa do século X Al-Biruni descreveu várias receitas em que o vinho era misturado com ervas, minerais e até mesmo gemas, com fins medicinais. O vinho era tão venerado e o seu efeito tão temido que foram elaboradas teorias sobre qual seria a melhor gema para fabricar taças para contrariar os seus efeitos secundários considerados indesejáveis.
Al-Biruni
Muitos cientistas clássicos como Al-Biruni, Teofrasto, Georg Agricola, Albertus Magnus bem como autores mais recentes como George Frederick Kunz descrevem os muitos usos talismânicos e medicinais do vinho combinado com minerais

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