Terceira geração do hatch da Audi tem mecânica mais eficiente e até acesso a internet.
A Audi gasta os tubos quando está desenvolvendo um novo veículo ou na evolução de um modelo consagrado.
Novo A3: mais refinado e eficiente que gerações anteriores |
Na criação da terceira geração do hatch médio A3 não foi diferente e a marca alemã desembolsou quase US$ 1 bilhão para criar um dos automóveis mais modernos de sua linha e quiçá da categoria, onde ainda atuam feras como o BMW Série 1 e, mais recentemente, o Mercedes-Benz Classe A reformulado.
E ninguém brinca em serviço nos laboratórios da Audi. Para criar um carro de última geração, a montadora apelou para a utilização de mais alumínio na construção da carroceria, o que rendeu um regime de até 90 kg no caso da versão com motor 1.4, e os sistemas de alimentação dos propulsores
– que já eram avançados – ficaram ainda mais eficientes, reduzindo os índices de consumo e emissões com a lambuja de mais potência. Ou seja, o A3 ficou mais rápido consumindo menos combustível.
A arquitetura da cabine também enche os olhos ao seguir uma filosofia minimalista e a ergonomia é ainda maior na versão Sportback. Não há mais tantos botões no painel e os que sobraram estão dispostos como teclas de um piano, sempre de fácil leitura e muito objetivos, a ponto de dispensar uma consulta ao manual mesmo para operar as funções mais complicadas. Há ainda mais espaço para os ocupantes, embora a parte traseira ainda seja um tanto apertada, e o console ficou mais arejado com a expulsão da alavanca do freio de estacionamento, que acabou substituído por um sistema eletrônico operado por um pequeno botão.
Impressões ao dirigir
O iG Carros provou nas ruas do principado de Mônaco e arredores do litoral da França o A3 nas versões com motor 1.4 e 1.8, as duas que serão oferecidas no Brasil. Ambos têm estampados na traseira a sigla TFSI, que indica a presença de sistemas de turboalimentação e injeção direta de gasolina, recurso que pulveriza o combustível na câmara de combustão da forma mais precisa possível de acordo com o ritmo imposto pelo pé do motorista, seja ele excessivo ou suave.
A versão 1.4 – é o mesmo motor do A1 – desenvolve 140 cv e torque máximo de 25,4 kgfm, que por sua vez é administrado pelo louvável câmbio S-Tronic de 7 velocidades e dupla embreagem, que faz trocas de marcha em questão de milésimos de segundo. No primeiro contato tem-se a impressão de que o carro é fraco, mas o cenário muda completamente quando a função “S” é ativada, elevando as rotações do motor e atiçando o comportamento do câmbio.
Nesse modo, o carro fica arisco e muito mais interessante de conduzir, mas isso, claro, também implica em maior consumo de combustível. Segundo a Audi, o novo A4 1.4 TFSI pode acelerar do 0 aos 100 km/h em 9,5 segundos e atinge até 213 km/h. Já o consumo médio de gasolina gira em torno de 20,8 km por litro. Nada mal.
Ainda chama a atenção, nos modelos 1.4 e 1.8, o comportamento da suspensão, que mescla muito bem o compromisso entre o conforto e a esportividade. Isso faz do A3 um carro extremamente seguro em curvas e firmes em frenagens fortes, como pudemos conferir nos trechos sinuosos de Mônaco.
Equipamentos avançados
terceiração geração do A3 tomou emprestado alguns dos principais recursos do A8, o sedã “mestre” da Audi. Ele vem, por exemplo, com controle de velocidade de cruzeiro adaptativo (ACC), alerta sobre objetos em pontos cegos da carroceria e até sistema de entretenimento com acesso a internet – o carro possui uma espécie de smartphone embutido no painel.
Novo A3 no Brasil
Segundo Leandro Radomile, presidente da Audi no Brasil, o novo A3 chega ao mercado nacional a partir de março nas versões 1.4 e 1.8, mas por enquanto somente na versão Sport, a designação da marca para seus carros com duas portas. O Sportback, com quatro portas, chega em junho, também nas mesmas configurações de motorização.
O valor do novo A3 para o Brasil ainda não foi definido, mas barato ele não vai ser. O modelo de entrada na Europa começa em 22 mil euros, mas no mercado nacional a cifra deve ultrapassar facilmente a barreira dos R$ 100 mil e ir muito além caso o comprador opte por equipá-lo com todos os equipamentos extras da nova geração. Com preço alto ou não, trata-se de uma máquina notável. E isso ninguém pode negar, nem mesmo os concorrentes.
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