A galinha-d'angola (Numida meleagris), também conhecida por guiné, galinha-do-mato, capote, capota, sakué, pintada ou fraca é uma ave da ordem dos Galliformes, originária da África e introduzida no Brasil pelos colonizadores portugueses, que a trouxeram da África Ocidental.
No Brasil, a ave é conhecida por vários nomes, dependendo da região, sendo chamada de cocá, tô fraco ou angolista, ou ainda, erroneamente, de galinhola. É conhecida também por servir de oferenda em alguns rituais, especialmente para Oxum.
galinha d'angola branca |
Sua criação é feita em liberdade, nas fazendas, atingindo grande desenvolvimento em certas regiões.
Há dois tipos ou raças de angolinhas mais criadas: a branca e a cinza com pintas brancas. Não há diferença entre elas, senão na cor, portanto, a escolha depende do gosto do criador.
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galinha d'angola cinza-azulada |
Para a produção de ovos, não podem competir com as galinhas porque seus ovos, apesar de terem qualidade e gosto semelhantes, são bem menores e de menor valor de mercado. Além disso, sua postura é pequena, indo de 20 a 30 ovos antes de cada incubação
Ovos de galinha-d'angola |
As aves ficam nervosas facilmente. São extremamente agitadas, muitas vezes chegando ao stress. São aves de bando: vivem em bandos, locomovem-se em bandos e precisam do bando para se reproduzir, pois só assim sentem estímulo para o acasalamento. E, como grupo, são organizadas.
Cada grupo tem seu líder, o que é fácil de constatar no momento em que se alimentam: o líder vigia enquanto seus companheiros comem e, só depois de verificar que está tudo em ordem, é que começa a comer.
São aves rústicas e fáceis de criar, excepto num ponto: deixadas soltas, escondem os ninhos com o requinte de botar os ovos em camadas e ainda cobertos por palha ou outro material disponível.
As galinhas-d'angola não são boas mães, raramente entrando no choco. Fazem posturas conjuntas, com ninhadas de até quarenta ovos dispostos em camadas. Desta forma, somente os ovos de cima recebem o calor da ave e descascam. São inquietas e arrastam os pintos para a humidade, podendo comprometer a sobrevivência deles.
Em criações em cativeiro, é recomendável recolher os ovos e colocá-los em incubadoras ou deixá-los serem chocados por uma galinha.
Subespécies
Existem nove subespécies:
- Numida meleagris sabyi Hartert, 1919
- Numida meleagris galeata Pallas, 1767
- Numida meleagris meleagris (Linnaeus, 1758)
- Numida meleagris somaliensis Neumann, 1899
- Numida meleagris reichenowi Ogilvie Grant, 1894
- Numida meleagris mitrata Pallas, 1767
- Numida meleagris marungensis Schalow, 1884
- Numida meleagris damarensis Roberts, 1917
- Numida meleagris coronata Gurney, 1868
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